JN

terça-feira, 7 de Setembro de 2010 | 16:01


Troca de críticas entre Paulo Rangel e Francisco Assis
(às 13:11 de 2010-02-09)

Paulo Rangel "denunciou" no Parlamento Europeu o que afirmou ser "um plano do Governo para controlar" os meios de comunicação social pondo em causa "a liberdade de expressão". Francisco Assis diz que o eurodeputado teve um comportamento "indigno".

Paulo Rangel "denunciou" ontem, segunda-feira, em Estrasburgo, o que afirmou ser "um plano do Governo para controlar" os meios de comunicação social pondo em causa "a liberdade de expressão".

"Eu queria denunciar aqui aquilo que se está a passar em Portugal neste momento, onde é claro que a comunicação social trouxe à luz um plano do Governo para controlar os jornais, para controlar estações de televisão, para controlar estações de rádio", declarou o eurodeputado do PSD no início da sessão plenária do Parlamento Europeu.

O PS, através de Francisco Assis, acusou hoje, terça-feira, em Lisboa, o PSD de basear-se num crime - a divulgação de escutas do processo "Face Oculta" - para pôr em causa a imagem das instituições políticas e judiciais, considerando mesmo que Paulo Rangel teve comportamento "indigno".

"O eurodeputado social-democrata Paulo Rangel fez declarações absolutamente indignas no Parlamento Europeu, colocando em causa a imagem de Portugal perante toda a Europa por razões falsas. Portugal é um Estado de Direito, onde felizmente há um respeito absoluto pelas liberdades públicas e não há nenhum problema grave ao nível da liberdade de expressão", reagiu Francisco Assis.

Em reacção, Paulo Rangel declarou ?que de uma pessoa que foi eurodeputado isso é estranho", acrescentando que o presidente do grupo parlamentar do PS devia saber que "o Parlamento Europeu é a casa da liberdade de expressão e tem um período de antes da ordem do dia onde se fala de temas nacionais".

Paulo Rangel deu o exemplo da eurodeputada socialista Edite Estrela que falou anteriormente de um caso de "liberdade de expressão em Itália e ninguém achou que isso era ingerência nos assuntos internos" desse país.

"Só faltava agora que houvesse uma mordaça para os deputados", insurgiu-se Paulo Rangel, salientando que "os deputados têm imunidade parlamentar para terem liberdade de expressão e, portanto, esse tipo de críticas são para quem sabe e reconhece que há substância nas críticas feitas".


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